quinta-feira, 22 de junho de 2017

Broken Mirror


Sinto que estou me remontando, realocando as peças.
Ou os cacos.
Tanto meu corpo, quanto minha mente, quanto meus olhos.
E tá doendo.
Tá desconfortável ver a realidade de forma mais clara. Não está ruim.
Está DES-CON-FOR-TÁ-VEL.
Tá veramente incômodo ver a mim mesma com o grau mais acertado, assim como ver os que amo com novos olhos.
O mudo é nosso espelho, mas infelizmente, ás vezes ele precisa ser quebrado para que nós não nos deixemos despedaçar.
Mas a melhor parte disso é que você se torna cada vez mais inteira, sem precisar do reflexo do outro para medir sua própria existência.

domingo, 4 de junho de 2017

Por que sou artista

Eu não tive escolha.
Quando me perguntarem o porquê de eu ter me tornado artista, vou responder simplesmente que nunca foi uma opção, mas uma necessidade, como respirar para poder sobreviver.Foi sempre um respiro.
Eu nunca produzi nada pensando em vendas, galerias, nome  ou reconhecimento. Nunca foi uma profissão almejada, nunca foi um sonho. Sempre foi um ato de desespero, de liberdade,  de manutenção de uma vida caótica.
Eu atuei para não me cortar, para não me jogar de um precipício.
Eu escrevi para não forçar meu vômito.
Eu pintei para elaborar os símbolos do meu inconsciente.
Eu cantei para não gritar.
Eu virei noites em telas, livros, escritas, para não morrer.
A dor vinha e eu aliviava como podia, fosse com remédios, fosse com criações. 
“Artista” foi o nome que me deram, mas não o escolhi, contudo, o reconheço.  
Agradeço a Arte por ter me tomado antes mesmo de eu tê-la escolhido de maneira consciente.











Fotos de Edson Spitaletti e Roberta Perônico.
Pinturas minhas.